29 de agosto de 2020

[Resenha] Harmatã - Pedro Cobiaco

 


こんにちは!
Konnichiwa!

Oi gente! Tudo bom? Eu dei uma sumida aqui por alguns motivos: O primeiro - e o mais especial - é que eu terminei meu primeiro livro! Estava super focada nesses últimos dias e agora o foco é na revisão. Além disso, eu acabei ficando doente e isso me quebrou por uns dias. Mas, para não deixar vocês sem conteúdo por tanto tempo, eu trouxe uma resenha super legal. Pra quem gosta de uma leitura dramática, imersiva e com um toque poético, essa HQ é obrigatória! Bora?

Sinopse

Harmatã - “Vento seco e frio proveniente do Saara que sopra em direção oeste ou sul para costa Africana. O Harmatã leva consigo uma quantidade razoável de poeira do Saara, deixando sobre a costa africana, um incrível véu poeirento e como consequência os aeroportos são fechados, a fim de evitar acidentes. Em Harmatã, de Pedro Cobiaco, o vento sopra forte levando quase tudo dos corações de Fábio e Lua, um casal separado pela distância, que ainda compartilham do mesmo sentimento de afeto. Fonte: Skoob.

ISBN-139788569032014
ISBN-108569032013
Ano2015
Páginas: 32
Editora: Mino
Autor: Pedro Cobiaco
Classificação:   

Harmatã é uma HQ de Pedro Cobiaco, lançada em 2015 pela Editora Mino e que nos trás uma história repleta de diálogos e sensações que muitos de nós já sentimos. Essa foi a primeira história em quadrinho que eu comprei que passa longe da ação e terror, e confesso que não sabia o quanto estava precisando ler um drama, até começar este. Que surpresa incrível!

Harmatã/Pedro Cobiaco. Editora Mino.

Nesta breve história, nós acompanhamos os diálogos de um casal, Fábio e Lua, separados pelas surpresas do destino, e descobrimos, da forma mais intensa possível (seja pela arte ou pelas palavras) os fantasmas que se abateram sobre cada um deles após a separação e o que aquela decisão os fez aprender sobre a vida. 

Harmatã é uma obra lírica, ou seja, que foca nas metáforas e no interior do personagem para nos mostrar os acontecimentos, desde o momento em se conheceram, até a separação e a dolorosa reaproximação, que os fazem reviver todos os acontecimentos de seu relacionamento - sejam os bons ou os ruins.

Harmatã/Pedro Cobiaco. Editora Mino.
Logo que vi a capa de Harmatã eu já fiquei encantada com a arte! Tem tantos detalhes e cores! A contra capa também tem uma arte sensacional, com a mesma carga de sensações. Então, quando comecei a folhear as primeiras páginas, não me surpreendi ao encontrar ilustrações firmes e detalhadíssimas. Às vezes eu sentia que eram praticamente pinceladas rápidas, para transmitir ao máximo as emoções e insegurança, antes que elas "esfriassem".

E além dessa ilustração poderosa, a HQ se utiliza de outros recursos para nos imergir mais na história do casal e isso é incrível. Uma dessas ferramentas, que reparamos logo no início, são as fontes. O Fábio tem uma letra maiúscula em todas suas falas, é intenso e cheio de sentimento; enquanto Lua tem uma caligrafia menor, redonda e insegura, quase trêmula. Eu fiquei encantada. 

Além disso, há elementos que literalmente torna a história palpável, como a carta que Lua envia para Fábio, que está ali, pra nós leitores abrirmos e lermos. É um choque de imersão.

Harmatã/Pedro Cobiaco. Editora Mino.

Detalhes que fazem toda a diferença! Harmatã/Pedro Cobiaco. Editora Mino.

Por fim, Harmatã é um turbilhão. Sentimentos, imagens, palavras ditas e outras jamais pronunciadas que se acumularam e marcou profundamente a vida de duas pessoas que ainda se amam. É um drama poético que para mim é como uma maré, incontrolável, mas algumas vezes calma. 

É também uma história sobre um amor cotidiano, desses que muitos de nós já vivemos, mas que termina sem consentimento e depois se acende novamente (se é que um dia se apagou), sem pedir pedir permissão. É sobre o amor e a distância, a falta, a saudade e o perdão. 

Recomendo muito!


Sobre o Autor

Pedro Cobiaco/Comic Con Experience, 2017.

Nasceu em 1996, na cidade de Jundiaí. Trabalhou de 2010 a 2015 fazendo tiras semanais para a Folha de São Paulo e, nesse meio tempo, lançou três histórias. Harmatã (2013, vencedora do troféu HQMix na categoria Novo Talento, Roteirista), Aventuras na Ilha do Tesouro (2015, Editora Mino - vencedora do Grampo de Ouro como Melhor Quadrinho do Ano) e Cais (2016, Editora Mino, com Janaína de Luna). Publicou também histórias curtas no Brasil e na Itália e lançou sua obra em Portugal, pela editora Kingpin. Atualmente reside em São Paulo e dá aula de quadrinhos na iniciativa Narrativas Periféricas, enquanto trabalha em novas histórias. 

Fonte: Skoob. (Clique aqui)


0 Comments:

Postar um comentário